terça-feira, 4 de outubro de 2016

A escolha do terreno perfeito

Na semana que passou, auxiliei um casal de clientes na escolha do terreno adequado à implantação de sua residência. Eram três opções de localização e valor semelhante. Uma opção foi eliminada de cara pelos seus “aspectos legais”, ou seja, por sua legislação. A outra, pela sua topografia. Enfim, são inúmeros os itens levados em conta na hora de escolher o terreno ideal, e hoje vou falar sobre alguns deles.


Esses itens são chamados de “condicionantes” porque interferem diretamente no resultado final do projeto arquitetônico. Legislação, orientação solar, localização, topografia e vizinhança são alguns destes condicionantes e é sobre eles que vou falar aqui.
Legislação: Nosso município possui um plano de desenvolvimento integrado, conhecido como Plano Diretor, que delimita e determina regiões da cidade onde podemos construir e o que podemos construir
Orientação solar: quem não gosta do sol batendo na janela do quarto de manhã cedo? Escolher o terreno a partir de sua orientação solar pode facilitar esse tipo de estratégia de projeto.
Localização: É muito bom quando temos a disposição um terreno próximo a escola das crianças ou ao nosso trabalho. Enfim, próximo de coisas importantes da nossa rotina diária.
Topografia: Para aquelas pessoas que buscam uma casa térrea e sem degraus, por exemplo, é interessante escolher terrenos planos. Escavações muito grandes acabam por gerar grandes muros de contenção, custar dinheiro e comprometer a qualidade da ventilação natural na construção.
Vizinhança: Aqui não falamos daquele vizinho encrenqueiro ou da vizinha fofoqueira, mas sim das construções vizinhas. Cabem duas situações: analisar o que já está construído e o que pode ser construído. Ninguém quer que um prédio de 8 pavimentos faça ou venha a fazer sombra no pátio da sua casa.
Enfim, hoje citei apenas alguns dos condicionantes legais e naturais que influenciam na hora de escolher o terreno ideal. Para uma análise completa, consulte um profissional da área. Até a próxima!

(Coluna originalmente publicada no Jornal Atualidades em 9 de Setembro de 2016)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Construção em Madeira: Vantagens e Desvantagens

Essa semana dei início a um projeto residencial em madeira, a pedido de um cliente. Sempre me interessei muito pelo material e tenho bastante conhecimento na área, e por isso resolvi abordar o tema na coluna de hoje.

São inúmeras as vantagens de empregar a madeira como matéria prima na construção de uma residência. Enumero-as da seguinte forma:
1 – Renovável – A madeira é usada na construção civil há milhares de anos e nunca se esgota. Com manejo responsável e uso de madeira legal, temos garantias de que esse recurso vai se manter sempre disponível por inúmeras gerações.
3 – Reutilizável – “Cradle to cradle”: do berço ao berço. Hoje em dia analisamos o ciclo de vida dos materiais empregados na construção civil: do uso ao reuso. A madeira é um dos poucos materiais reutilizados de forma nobre na construção civil. Por isso, não desvaloriza financeiramente mesmo após anos de uso e é um material que nunca “sai de moda”.
2 - Isolamento – O isolamento é um aspecto chave da edificação: reduz nosso uso de ar condicionado e, portanto, reduz nossa conta de luz. A madeira é um excelente isolante térmico.
4 – Durabilidade - Com a correta preparação da madeira antes da utilização, bem como com a correta especificação de uso no projeto e execução de obra no canteiro, a madeira é capaz de suportar a gerações.
5 – Trabalhabilidade – Estamos em uma região rica em fornecedores de mão de obra nesse tipo de material. Além de que é uma tecnologia que permite a substituição de peças avariadas com certa facilidade e sem comprometer a resistência do conjunto.

Residência construída em madeira

Mas como nem tudo na vida são flores, a madeira também possui algumas desvantagens:
1 – Variabilidade – É um material fundamentalmente anisotrópico: ou seja, expande-se e retrai-se com as diferenças de temperatura e umidade de acordo com seu formato e direção das fibras. Mas esse é um problema relativamente simples de se controlar: no sentido longitudinal das fibras a variação é mínima, portanto é a maneira mais indicada de confeccionar as peças da construção.
2 – Vulnerabilidade – Se não estiver bem isolada da umidade e não tiver um tratamento eficiente contra as pragas que a atacam, ela fica vulnerável a infestações de cupins, bem como ao apodrecimento.
3 – Combustível – Como sabemos, a madeira é um material altamente combustível, mas existem formas de amenizar este problema, como por exemplo utilizando os vernizes intumescentes que evitam a queima da madeira em caso de incêndio, além de medidas básicas tomadas ainda na fase de projeto que asseguram a estabilidade da construção em caso de contato da madeira com o fogo.

Construção a seco: Light Steel Frame

O Light Steel Frame, popularmente chamado de Steel Frame, e aqui tratado como LSF, é um sistema de construção a seco, ou seja: não utiliza água no canteiro de obras. Pode ser combinado com o drywall, assunto da coluna anterior, porém ambos devem ser previstos ainda na fase de projeto, afim de garantir a estabilidade da estrutura.

Pouco difundido em nossa região, mas já bastante utilizado em centros maiores, como Passo Fundo, o LSF é uma alternativa racional à alvenaria tradicional. Constituído por perfis de aço galvanizado e revestido por placas de OSB, não necessita estrutura independente, ou seja, não usa o sistema tradicional de vigas e pilares.

Construção em Light Steel Frame antes de receber os painéis de vedação.

O custo de uma obra em LSF é compatível com o custo de uma construção convencional, já que economiza em materiais e tem reduzido tempo de execução. O grande inconveniente desta técnica ainda está na exigência da mão de obra especializada. Apesar de muito simples de aprender, ainda enfrenta muita resistência da população, e, portanto, dos trabalhadores do setor.

Casa em Light Steel Frame

A maior diferença entre os sistemas LSF e tradicional, está no momento de erguer as paredes brutas. Enquanto a alvenaria é erguida de tijolo em tijolo, o LSF é erguido parede a parede, reduzindo em muito o tempo de construção. Os acabamentos são os mesmos do sistema tradicional: aceita reboco, cerâmica, balcão aéreo na cozinha e tudo o que existe no sistema tradicional.


Para mais informações sobre essa tecnologia que acelera em muito o processo de construção da edificação, contate um profissional da construção civil de sua confiança. Até a próxima!

(Coluna originalmente publicada no Jornal Atualidades em 29 de Julho de 2016)

Drywall: Recionalidade na obra

Está cada vez mais comum a substituição da alvenaria interna pelo gesso acartonado, também chamado de drywall. Esse sistema, que traduzido para o português significa “parede seca” não utiliza argamassa na sua construção.


O Drywall é um sistema industrializado de paredes internas, muito utilizado nos Estados Unidos e na Europa, e que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil devido a seus benefícios. Sua estrutura é composta por perfis de aço galvanizado e seu revestimento é de placas de gesso acartonado presas em ambos os lados.

Sistema de drywall antes de receber acabamento final

As vantagens do sistema estão na economia: são mais estreitas do que as paredes convencionais, portanto promovem cerca de 4% de ganho de área útil na obra. São mais leves do que as paredes convencionais, portanto dispensam a execução de estruturas robustas para sustentação da edificação.


São mais rápidas do que as paredes convencionais, portanto, proporcionam menor tempo de execução. São mais precisas do que as paredes convencionais, portanto, promovem economia no acabamento final, seja pintura ou assentamento de revestimentos.


É importante observar que, para terem satisfatório desempenho termoacústico, exigem um recheio, que pode ser de lã de vidro, rocha ou mineral. Sem esse recheio, deixam todo o ruído e calor passar de um ambiente para outro.

Quer saber mais? Entre em contato conosco!

Pensando em reformar?

A família vai aumentar e, com isso, surgiu a necessidade de um quarto novo; a residência não foi projetada adequadamente e encontra-se com vários problemas, como infiltrações, falta de tomadas, umidade vinda das fundações, ausência de iluminação/ventilação natural; a funcionalidade foi comprometida devido a reformas mal planejadas; ou simplesmente ter o desejo de melhorar o visual da edificação são alguns motivos que nos levam a querer reformar nossa casa.
Porém, a reforma de uma residência não é uma tarefa tão simples. São vários os fatores para obter um resultado de qualidade, que atenda às necessidades e, claro, ao orçamento, para que a obra não pare antes do fim. Enfim, existe uma série de fatores a serem analisados antes de iniciarmos uma obra de reforma.
1 – Definir o objetivo da reforma: Em primeiro lugar, precisamos ter bem claro o objetivo da realização da reforma: estético, ampliação ou solução de problemas;
2 – Contratar um profissional adequado: A contratação de um profissional habilitado é de suma importância para o sucesso da sua reforma. Ele é capaz de analisar itens como remoção e adição de paredes, necessidade de reforços estruturais, bem como substituição ou remoção de elementos da obra.
3 – Elaborar o quantitativo de materiais: Após a elaboração e aprovação do projeto, é hora de fazer o levantamento exato da quantidade de materiais necessários na obra. Com esses dados em mãos, podemos passar para o próximo passo.
4 – Pesquisar preços: Com a grande disponibilidade de lojas de materiais de construção em nosso município, a pesquisa de preço é sempre uma ferramenta valiosa na hora de poupar dinheiro em uma construção ou reforma. A mão de obra também entra nesse cálculo, e uma mão de obra de boa qualidade faz milagres com um material de segunda linha, mas uma mão de obra de segunda linha, não dá conta do recado nem com os melhores materiais do mercado.
5 – Definir onde você vai ficar durante a reforma: em reformas de maior proporção, é necessário analisar a possibilidade de comprometer parte do orçamento com um possível aluguel. Mas fique tranquilo, o mais usual é realizar a reforma em etapas, evitando que o proprietário saia da residência durante esse período.
6 – Iniciar a reforma: Com todas as providências tomadas, é hora de começar a tão esperada reforma. Mãos a obra!
(Coluna originalmente publicada no Jornal Atualidades em 01 de julho de 2016)

Habite-se

A primeira decisão que precisamos tomar ao iniciar uma obra, seja de construção ou de reforma, é a escolha de um profissional habilitado para assumir, não só a participação criativa no objeto, como a responsabilidade legal sobre o mesmo. Qualquer projeto arquitetônico deve seguir a legislação vigente no município em que será construído. Estando de acordo com todas as leis e normas, a prefeitura dá a licença para a construção do mesmo. Após o término da obra, será necessário solicitar o Habite-se.


Tecnicamente chamado de Auto de Conclusão de Obra, o Habite-se é um documento que autoriza a utilização efetiva da construção, qualquer que seja sua finalidade: habitação, comércio, lazer, entretenimento, enfim. Esse documento só é emitido após a verificação e comprovação de que a edificação foi construída de acordo com o projeto aprovado pela prefeitura, e que seguiu uma série de exigências legais exigidas por ela.

Para solicitar o Habite-se, o proprietário do imóvel deve fazer uma requisição no órgão competente da sua prefeitura - aqui em Três Passos, esse órgão é o Protocolo. Após a solicitação, será providenciada a vistoria do local, onde o profissional da prefeitura, também devidamente habilitado, verificará se a execução seguiu exatamente o projeto aprovado. Caso não haja irregularidades, o documento é emitido e a ocupação do local é permitida.

O Habite-se é indispensável na hora de vender ou comprar um imóvel. Além de comprovar que todas as leis e normas foram atendidas nas etapas anteriores, o Habite-se é, também, uma prova das condições de segurança da edificação. Caso a edificação tenha sido construída de maneira irregular, procure um profissional devidamente registrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo ou Conselho Regional de Engenharia e Agronomia para orientá-los nos processos necessários.

(Coluna originalmente publicada no Jornal Atualidade em 24 de junho de 2016)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sustentabilidade na construção civil: Orientação solar.

A sustentabilidade é, sem dúvidas, o assunto mais abordados nos periódicos de construção civil que acompanho. Isso demonstra a relevância do assunto e mostra que construir melhor é preciso. 

O assunto de hoje é a orientação solar, e vou falar especificamente da posição do projeto em relação ao norte magnético. Ela é ponto chave quando falamos em economia financeira para o imóvel, pois seu mau uso acarreta um gasto indesejado na conta de luz: prejudica a iluminação natural, superaquece ambientes de longa permanência no verão e os resfria no inverno. A relação entre a orientação solar e a conta de luz é direta e mensurável.

Incidência do sol nas faces de uma residência de acordo com sua orientação solar.
Algumas dicas que você deve seguir ao idealizar a sua casa, é não se deixar levar pelas óbvias intuições que ocorrem ao conhecer o lote. Nem sempre o melhor lugar para implantar os dormitórios é na lateral ou fundos do terreno. Nem sempre o melhor lugar para implantar a sala é na frente da residência. Parece estranho, né? Mas os projetos mais premiados do país têm em comum isso: a lógica técnica de implantação das residências nos lotes.

Outro dia uma amiga, proprietária de uma imobiliária, me questionou sobre a orientação ideal de apartamentos em edifícios residenciais com mais de uma unidade habitacional por pavimento construído. Respondi que é impossível atender uma perfeitainsolação em todos os apartamentos, mas um projeto arquitetônico bem pensado tende a aumentar o aproveitamento da luz e calor do sol em todos eles.

Tá pensando em construir? Entre em contato conosco pelo telefone (55) 3522-3324, WhatsApp (55)99994-1269. O Kubo fica localizado na Rua Borges de Medeiros, 86, ao lado do Tabelionato Menezes e em breve na Santos Dumont, em frente à praça Reneu.